segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O Dilema "Sushi-Francesinha"

Um destes dias, na hora do almoço, estava a conversar com o meu estômago quando os dois, ao mesmo tempo, pensamos: "Hum, o que é que nos podia fazer mesmo felizes hoje?"... A resposta foi clara e apareceu na minha cabeça já quando pensei no primeiro "Hu"... Quando cheguei ao "(Hu)m" já sabia o que queria! Claro que é um grande sushi... ou uma francesinha! ...

Bateu-me! Todo o meu corpo tremeu de terror quando, nos instantes seguintes, me perguntei: "Sushi ou Francesinha?"... Descobri a pergunta que sempre temi! Torceu-me o pensamento... só me apetecia fugir para bem longe, rumo à inocência de não ter que me aperceber que tal escolha existe! "Calma... Come-se sushi agora e francesinha à noite!" - pensei eu... Mas era tarde demais! Aquela possibilidade era clara na minha cabeça e já fazia parte de uma realidade onde ela sempre existiu, mas à qual fechei os olhos ou, pelo menos, nunca antes tinha tido o azar de pensar sobre! Surgiu, então, a seguinte pergunta - "O que é melhor sushi ou francesinha?"... Até a voz do pensamento me falhou! Engasgou-se completamente! Não saía nada, só conseguia pensar no quão bom era comer sushi ou uma francesinha nos momentos em que sabemos que nada mais cairia melhor! Vi um mundo sem um dos dois e soube, naquele momento, que nunca poderia resolver, caso alguma vez se viesse a impor, o dilema "viver sem sushi ou viver sem francesinha?"...

O dilema "Sushi-Francesinha" não é um simples dilema que pode ser resolvido atirando a escolha à deliberação do acaso! Desta vez fazer um pedra-papel-tesoura não resolve o assunto! Seja para a pergunta "Comer sushi ou francesinha hoje?" quando nos apetece as duas coisas no momento e só temos dinhero para uma (same old story) ou a tão temida "Viver sem sushi ou viver sem francesinha?", nenhuma das respostas nos vai deixar 100% satisfeitos ou felizes, se quiserem, porque vamos sempre pensar na falta que a outra coisa nos faz! Para aqueles que diriam: "Oh, eu como gosto mais de um do que de outro era fácil!" eu ponho a questão noutros termos "Pessoal vs Profissional?" ou "Viver sem amor ou viver sem sexo?" (Se conseguirem responder a esta, deve haver algo de errado). Nós como seres-humanos estamos "destinados" a criar e imaginar cenários perfeitos para a vida, onde tudo corre bem e onde tudo acontece e existe. Isso é o que cria a expectativa e a consciência do que pode nos fazer mais feliz num determinado ponto no tempo. Nós não prevemos o futuro, mas podemos probabilizá-lo tornando-o, assim, mais previsível e, por isso, conseguimos adequar a expectativa do cenário perfeito à probabilidade de ele realmente poder acontecer. Isto é, se acharmos provável que aconteça, depositamos mais expectativa, caso contrário, depositamos menos para nos salvaguardarmos de uma decepção. A vida é como um casino, ao apostar-se mais corremos sempre o risco de ganhar mais ou perder mais. Atenção! Eu com isto não estou a dizer que a expectativa é má e que é melhor não a ter, aliás, eu acho a expectativa uma cena fantástica porque, para além de também nos poder dar tanto de bom como de mau, ela é o motor de acção para as pessoas porque é graças a ela que temos motivação! O que é mais motivador que saber podemos ter isto se fizermos aquilo? A verdade é que só sabemos que certo desfecho é  bom graças à familiaridade e/ou graças à nossa expectativa sobre o que ele nos pode dar.

Whatever... Voltando ao assunto principal, espero que seja claro o quão importante é a expectativa para o dilema "Sushi-Francesinha"! Num cenário em que teria-mos que escolher entre viver sem sushi ou viver sem francesinha, a expectativa morria... Morria por uma simples razão - deixava de existir incerteza! Isso em alguns cenários seria óptimo, mas aqui a inexistência de incerteza significa que deixava de haver probabilidade de uma das escolhas existir permanentemente! A expectativa é feita disso, é uma mistura entre realidade lógica e probabilidade... e que melhor definição para probabilidade que incerteza? Não poderia-mos criar o cenário perfeito da melhor forma porque já estavam, à partida, descartadas algumas hipóteses, já que seria certo que elas não podiam ser tomadas em consideração porque elas já não poderiam existir...  Restaria no final apenas o pensamento de "quem me dera ter isto agora", porque sentimos mais falta daquilo que tivemos e que já não temos, ou pior, nunca mais vamos poder ter do que aquilo que sabemos que, apesar da incerteza do momento, podemos sempre ter acesso. E também porque há momentos em que comer um bom sushi é a melhor coisa e há momentos em que uma francesinha era o que mais perfeito podia-mos ter naquele instante.

A circunstância dá os ingredientes para criarmos o cenário perfeito, porém consigo imaginar o quão desesperante é surgir o momento e não o poder celebrar da maneira que sei que seria a melhor para mim. Espero mesmo que ninguém tenha que passar pelo dilema de ter que escolher entre um grande sushi ou uma grande francesinha!

domingo, 11 de setembro de 2011

Produtividade com as calças pelos tornozelos!

Toda a gente gosta de falar sobre merda! Sobre o cócó propriamente dito... Mas porque vamos nós falar de carros, sem se mencionar as oficinas?
Ninguém gosta de ser posto de parte, de ser usado e deitado fora ou simplesmente de passar ao lado daquilo que pode dar uma grande história ou, simplesmente, um tema de conversa produtivo e interessante.

Olá! Depois de uns tempinhos a deixar crescer a barba e a marinar deitados na toalha ao Sol, decidimos hoje voltar a dar uso às nossas gilletes (passando a publicidade). Como tal, e como já devem ter reparado pela introdução, o nosso tema de conversa de hoje é: a sanita.
As questões que se prendem em torno da Sanita são mais complexas do que o facto de ser um, digamos, recipiente onde, literalmente, fazemos... "asneiras" (não queremos utilizar o mesmo termo duas vezes, até porque tornaria o blog como um centro de merda - Ups! foi sem querer!!!).

Quando contemplamos uma sanita, depressa nos ocorrem uma série de associações a nível mental nada agradáveis... como merda, vá... que tornam a sua existência um tanto ou quanto infeliz. O que nos esquecemos, de facto, é que não nos ocorre que é nela, sentados, que passamos alguns dos momentos mais felizes e prazerosos do nosso dia mais comum; se não, ora veja-se: numa perspectiva mais hedonista, Freud, por exemplo, destinaria, na sua teoria, um estádio desenvolvimental exclusivamente a tal peça de porcelana; durante o período do estádio anal do desenvolvimento psicossexual, o prazer sexual deriva da estimulação do ânus ao reter e expelir as fezes. A experiência marcante no estádio anal consiste em aprender a controlar os músculos envolvidos na evacuação.
Tudo bem até aqui. Mas onde é que isto iria acontecer? Numa bacia? Na banca da cozinha? Na mesinha de cabeceira? Na lancheira? Pela janela abaixo para o terraço do vizinho? E quem não tivesse terraço em baixo? Pois é. Entra aí a sanita. É nesta, tão simples (sem ofensa), peça de porcelana, um verdadeiro pedestal para os cagões, que tal estádio desenvolvimental teria espaço para decorrer.

Vamos começar a falar a nossa língua e deixar de fazer de conta que percebemos de Psicologia: tudo o que é feito com as bochechas do cu espalmadas ao lado de um piaçaba é feito com o dobro do gosto; jogar computador numa secretária? É bom! Jogar computador quando estamos sentado numa sanita? É muito bom! Jogar computador com um cagalhão ao dependuro? Isso então é excelente!

Mais?

Estudar? Pronto, ok... Estudar numa sanita? Hey pah, nem é desagradável! Estudar com um cagalhão ao dependuro? Ahhhhhhh!!!! Até algo tão fútil como, por exemplo - completamente à sorte, tão aleatório como os números do Euromilhões, a "Nova Gente", se pode tornar minimamente interessante ao som do "ploc" que o cagalhão faz no fim da sua queda-livre.
Ouvir música, cantar, tocar, ler, jogar, navegar na Internet, masturbação, estudar, cortar as unhas, tirar catotas do nariz... Tudo é maximizado, na sua perspectiva de prazer, quando é feito sentado numa sanita! Além disso, deve ser, provavelmente, o melhor sítio do mundo para se fazer merda! Basta puxar o autoclismo que tudo é esquecido e perdoado!

Comecem a dar mais importância ao sítio onde sentam o cu e vão ver que esse belo amparo para o vosso cagueiro vai corresponder, não com palavras, mas proporcionando-vos os melhores momentos da vossa vida!!

Até à próxima!


Valter PB & CAPS

sábado, 9 de julho de 2011

Uma cena verdadeiramente estúpida

Ora muito boa noite caros ouvintes e pedintes!!!


Como estão? (embora nunca vá ter a resposta a esta pergunta fica bem perguntar; além de que não sei propriamente como começar... e sobre o que falar)


Cá me dirigo eu a vós, hoje com um tema completamente inovador, de cariz profunda e marcadamente didáctico (fuck acordo ortográfico) e verdadeiramente... estúpido. Mas eis que me surgiu, qual epifania, duas dúvidas existenciais que assolam o ser humano desde o início da sua existência (já Darwin se preocupava que fosse razão para a não adaptação a não resolução desta problemática; Freud, diria que alguém teria sofrido de abuso sexual ou assim).


Ora, numa conversa com algumas eternas crianças, surgiu um tema de discussão bastante importante; passo a apresentar:

o guarda-chuva é uma cena esquisita... devia-se chamar abriga-chuva, dado que ele abriga e não guarda... No fundo, é como a discoteca, que devia ser discotoca, já que o disco toca e não teca!


Poderia, de facto, ser no sentido de contar muitos discos (tal qual uma biblioTECA), mas não se prenderá com essa razão! Não! É no sentido de o disco tocar e não tecar - aquela cena de fazer tecas com as mãos!


Até que, a nível de semântica, uma dessas crianças me deu uma explicação minimamente plausível: "isso foi porque um certo disco que era de uma cantora que se chamava Teca estava sempre a dar e então as pessoas referiam-se ao local como o disco da teca, mas deixou de ser usado e passou a discoteca" - Discoteca: sítio onde o disco da TEca TOca... palavra composta por aglutinação...


Já o guarda-chuva, guarda-nos a nós da chuva, mas o nome está estúpido porque ele guarda-nos a nós e não a chuva... Devia-se chamar guarda-eu (plural guarda-nós)...

Filho vira-se para a mãe: e ficam de frente...

Filho vira-se para a mãe:

- "Mãe, onde esté o meu guarda-eu?"

- "Mas ele não te guarda, ele abriga-te!" (o que as mães sabem!!!!)

- "Mãe, onde está o abriga-eu, que já estou a ficar atrasado com tanta constatação?"


Pronto eu disse que era algo verdadeiramente estúpido... Mas consumiu uma boa meia-hora de pensamento, quando mais não fosse, de merda!


Basicamente, a dúvida existencial desta vez prende-se com questões que nos poderiam levar a por em causa toda uma identidade nacionalista! Se não ora veja-se: se as mulheres da Polónia são polacas, porquê que as da Estónia não são estacas? Se os rapazes da Espanha são espanhois, porquê que os da Rússia não são russois?


Qualquer reclamação, enviem para o mail do CAPS; além disso lembrem-se que estamos em exames... pensem como estará a nossa cabeça nesta fase!!!


Beijinhos e abraços.

domingo, 12 de junho de 2011

A noite e a vida - tópico de reflexão (parece um capítulo de um livro... não de grande Educação!)

Ora bom dia, ou boa tarde ou noite, dependendo do sítio do mundo de onde nos visitam (ou simplesmente da hora a que são brindados com tal lixo electrónico!).

Ora pois é... Vou-vos contar uma pequena história para responder a uma pergunta que já me fizeram imensas vezes (duas ou três, sem exagero) e para introduzir o tema que me assola a alma e o coração (e principalmente o pensamento, por isso nem sei porquê que decidi pô-lo entre parênteses).

Era uma vez um menino, que odeia gatos (não lhes deseja mal, apenas distância, por não simpatizar, nem um pouco, com eles), que esta noite, depois de "estudar" (pus entre aspas porque se refere a Psicologia da Educação), tentou ir dormir (isto às 4h da manhã). Pois bem... deitou-se e tal e lá dormiu... nem meia hora!!! Após isso, deparou-se com uma luta muito agressiva com uma insónia danada, tal qual uma melga numa noite quente de Verão, que não o deixou dormir.
O menino desesperava... dava voltas e voltas na cama (sofá) e desesperava... porque estava cansado e no dia a seguir seria a véspera de um exame para o qual não se sentia (minimamente) preparado.
Quando tentava pregar olho, lá ouvia a noite a fazer das suas...
"Cala-te!!!" - dizia-lhe ele com um humor um tanto ou quanto agressivo.
Mas ela continuava.
Eis que, um dos donos da casa onde dormiu tem um gato.
"Ai que fofiiiinhooooooo" - pensam vocês...
Não o é, quando se tem uma Rinite Alérgica, um tanto ou quanto, "pesada", chamemos-lhe assim, e quando se tem tal "aversão" ao bicho!
Esse dono da casa, abriu a porta da divisão onde esse menino dormia porque o gato estava a miar (de mimo, mesmo) para lá entrar e foi-se deitar (dado que, provavelmente, não conseguia dormir com o raio do bicho a fazer semelhante barulho!!!!!!!).
Esse gato começou a fazer a maior barulheira, quase tão grande como a da Noite lá fora, e a saltar para o sofazinho onde o menino se encontrava, sendo que o menino, como não se encontrava em sua casa teve de se mudar (aí está: quem está mal, muda-se) e foi-se embora, aproveitando para ir ao ginásio, não sem antes ir tomar um pequeno-almocinho!
Durante o seu manjar ouviu uma senhora no café, aos berros, a dizer:
(aos berros, a dizer, muito consonante, de facto... adiante)
"OHH FILHAAAAA, A NOITE É UMA CRIAAANÇA!!"


Eureka!!! (aqui está a introdução, tal como prometido, ao tema que hoje vos trago, mas vou relegar para segundo lugar, não de importância mas de ordem de desenvolvimento).

Aproveito para responder à pergunta de alguns, mas dúvida de muitos (oi?):
"De onde surge tanta ins....tupidez, meu grande... parvo?" (sim, eu escrevi instupidez!)

Pois bem... uma das minhas fontes é a falta de sono/insónia! (as próximas divulgo em posts futuros).

Voltando ao assunto que hoje me move a postar neste... coiso... a esta hora precoce do dia (12:26), a noite é, de facto, uma criança!!!

Com este.. chamemos-lhe.. ditado popular, surgiu-se-me na minha cabeça toda uma analogia acerca da vida!!! uhuhuhuh - dizem vocês (e desta vez nao ao "paladar" de pão com salsichas, mas de uma torradinha)

Se olharmos para o dia (e entenda-se: 24h) como uma metáfora para a nossa vida (não a história do homem ou do universo, mas a história de vida do ponto de vista ontogenético, de cada um de nós, do Homem em geral), podemos dizer que de facto a noite é como a criança!!! Se não veja-se:
- a criança nasce sem "saber nada", no sentido mais comum da linguagem = a noite "nasce" no escuro!
- a criança incomoda toda a gente = a noite incomoda o menino muitas vezes;
- a criança começa a "abrir os olhos" por volta dos 13/14 anos (leia-se: adolescência, ou pré...... discussões psicológicas não!) = é a partir das 13/14h que começa a ser uma hora aceitável para se acordar (xiu...);
- há umas quantas horas de sol, que acabam, outra vez, em noite = o menino torna-se num homem "durante a tarde" e envelhece!
- acaba o dia (as 24h) e começa outro, de seguida = o homem morre, mas "a Vida continua".

Isto de forma muito muito sintética funciona um pouco desta forma...
A dúvida persiste em saber porquê que se diz que ela é uma criança e não "a noite é uma criança e um velho"...

Pode não estar com a melhor elaboração com que já alguma vez se depararam num texto, mas foi o que a noite em claro e um pensamento um tanto ou quanto atabalhoado, perturbado pelos berros da senhora, permitiram!

Deixo-vos o tópico de reflexão...

Já agora, gostava só de partilhar/perguntar (mas em jeito de declaração - isto existe?) duas coisas mais:

1º - é mesmo complicado quando se está num balneário, depois do banho, na fase em que nos limpamos para nos vestirmos e virmos embora e não temos nada para por os pés e temos que os por nos chinelos molhados... vamos ter de limpar um pé de cada vez e, provavelmente, desequilibrar-nos e por o pé, que já estava limpo e seco, no chão, molhando-o de novo!!! (fica sempre mal pormo-nos de pé em cima dos bancos...)

2º - é mesmo chato quando guardamos tudo na mochila para vir embora e já estamos mesmo prontinhos, depois de ter tido imenso trabalho a guardar tudo direitinho para caber dentro da mesma (sim, porque depois do banho parece que se traz mais coisas do que as que se leva) e quando vamos a por a mochila às costas reparamos que não guardámos os chinelos!!!!! :/ (um smile, para me render ás novas modas, que não sou diferente de ninguém)...

Enfim, tirando isto, até sou um menino feliz... de barba feita!!!

Os melhores cumprimentos,

Valter PB

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Escrever sobre quê?

Ora pois bem então... cá estamos, ouvimos nós dizer...

Caros ouvintes, ou falantes... bípedes ou quadrúpedes, ovíparos ou vivíparos, hetero ou homossexuais, mamíferos ou répteis, enfim, seres... ou então, para os leitores do blog, cá vos falamos, eu, Valter PB, e o meu colega "blogueiro" CAPS...

Numa das nossas frutíferas diarreiras cerebrais lembramo-nos de, conjuntamente, escrever algo neste tão conceituado blog...

A questão que se nos coloca neste contexto é a seguite:

"Escrever sobre quê?"... Na nossa modesta opinião a resposta seria fácil; prender-se-ia com o facto de simplesmente nos apetecer... Contudo não vamos escrever sobre nada... Isso tornar-se-ia muito estúpido e acabava por se revelar numa perda de tempo, ora para nós, ora para os nossos estimados leitores.

"Tendes medo da grande luz?
Receais o á-bê-cê?
Então castigai quem lê
Voltai à plebe soez.
Recuai sempre na História,
Apagai o gás das ruas,
deixai as crianças nuas
e venha a forca outra vez..."

E a última coisa que nós pretendemos é que este espaço de culto se torne num lixo temporal ao invés de se tornar num lixo cultural (até rima, meu deus, que poetas)...

E pergunto eu ao meu colega CAPS:
- CAPS....
- Diz-me, Valter...
- Afinal vamos escrever sobre o quê?
- Eis uma boa questão... (coça a barba)... A subtileza dessa afronta congestiona-me o intelecto...
- Pronto está bem então...

Assim se continua uma aventura pelo mundo das palavras... Começámos sem assunto para escrever e ao fim de dez minutos e trina e dois segundos (10:32s) começa a ganhar forma aquele que pode ser o próximo texto épico no mundo da literatura... ou lá o que é isto...

Na verdade, agora focando-nos naquilo que é a arte de escrever, esta revela-se como...

- Hey, não vamos escrever sobre escrever.. sobre a meta-escrita...
- Pronto, está bem então...
....
- Está uma merda isto...
- Agora vai...

Voces cagam? Com certeza que cagam... E quando cagam, leêm? Com certeza que sim.. Nunca vos aconteceu estar aflitinhos por cagar, ter o cagalhão a romper o último troço do ânus e vocês a apertá-lo, a apertá-lo, a apertá-lo.. e só quando encontram um artigo interessante é que o dão à luz? Como se o cagalhão tivesse testa para pensar? Com certeza que sim...

Ora, o mesmo está a acontecer agora... Estamos a escrever, a escrever, escrever... à espera que o cagalhão saia! Só que desta vez não encontramos nenhum artigo interessante... Abrimos a "Nova Gente" na Viperina e o cagalhão voltou para dentro...

Se este texto não serve de grande coisa, ao menos que sirva para tirar uma lição de moral.. E se esta não existe, ao menos que sirva para nos mostrar que não devemos tentar tirar lições de moral onde elas não existem... Afinal sempre há uma lição...

Pelos vistos não é desta que nasceu mais um texto épico...
E continuamos nós a aguentar o cagalhão!




Sem mais assunto,

Valter PB & CAPS

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Viperina

O cérebro é como um músculo, precisa de constante exercício para se manter em forma, para corresponder às exigências que as actividades que desenvolvemos exigem.

Foi com este pressuposto que me surgiu recentemente uma preocupação incómoda, que me ocupava a mente com o seguinte pensamento: "como irei eu corresponder às espectativas dos leitores exigentes que diariamente visitam este blog, meses depois de ter contribuído com a minha última mensagem? (talvez um "smile" fica-se bem aqui, mas não me vou dar a esse trabalho)".

A resposta veio com um exemplar da inigualável revista "Nova Gente" que a minha querida mãezinha, por esquecimento, deixou cá por casa. Qual Epopeia, a referida revista abriu-me as portas para uma indignação sem precendentes, de tal forma que me passou pela cabeça enviar um e-mail aos ilumidos membros da sua redação.

E basta de introdução: o que quero partilhar convosco é o e-mail que há dois dias enviei para novagente@impala.pt:


Assunto: Viperina, um Novo Mundo a Descobrir

«Muito boa noite:

A Internet é um meio poderoso de comunicação, de troca de informação sob os mais diversos formatos, e dada esta sua versatilidade, permite-nos até disparar críticas nos mais diversos sentidos, para as mais diversas entidades e para os mais diversos autores. Coisa engraçada a Internet!
Ora no sentido de usufruir destas possibilidades que a Internet nos oferece, decidi eu hoje abrir o meu mail para compôr uma mensagem, tentando desesperadamente remediar a azia que a leitura de alguns simples parágrafos me causou:

Sendo a minha pessoa um estudante universitário folgado, dei por mim, a certa altura, a folhear uma abençoada revista, que a minha querida mãezinha por aí deixou perdida. Chamava-se "Nova Gente", capa de elite, destacando a figura de Marina Mota, ao lado de letras gordas, dizendo "ELA TEM FILHOS ADOPTIVOS".
Obviamente essa notícia não me pareceu digna de qualquer capa de revista, seja ele de que temática for, mas não venho, todavia, ser o crítico típico, ainda crente de que um dia a capa da revista será algo como "DESCOBERTA DE VIDA EXTRA-TERRESTRE EM PLANETA BUÉ LONGE". Não... Para isso, felizmente, existem outras revistas dedicadas aos temas. A senhora Marina Mota é uma figura pública. Sim senhor! Há que explorar a sua vida, trazer a público o que de bom e de mau lhe tem acontecido, de tal forma que se poderá aproximar a sua figura ao comum do cidadão. É um bom exercício de lazer, e faz falta a todos (os que paciência têm para se dedicar a estas leituras). Até aqui tudo muito correcto, sem qualquer ironia o digo.

Procurava eu então um "Sudoku" na última página. Qual não é o meu espanto ao descobrir que, na referida página, ainda sobravam restos de quotidiano famoso para adocicar o paladar dos que mais não fazem do que viver uma vida que não é sua. Em vez do tão desejado "Sudoku" encontro uma secção cujo título é "Viperina".
"Ah, sim senhor" pensei eu. "O melhor guarda-se para o fim, é bem visto...". Só que aqui não encontro reportagens cuidadas, bem elaboradas e estruturadas, como as poucas que havia lido até então. Não encontro sequer o nome do(a) autor(a), o que me parece de muito mau gosto face aos comentários aí «escarrados», perdoem-me o termo.

A título de exemplo, deixo aqui citados os seguintes:
"O Nuno Guerreiro não pára de falar em público do pai e das suas relações com ele. Conta intimidades e conflitos, arrependimentos e remorsos. Ó querido, este tipo de psicanálise costuma fazer-se em privado e deitado num divãzinho. Tá?!"
"Encontrei num evento o Eduardo Beauté e o Luís Borges, apaixonadérrimos. Quero eu dizer: em êxtase. Como dizia a minha tia Frederica, quando há amor, a diferença de idades não conta..."

Duas reacções imediatas do meu delicado cérebro:
1 - Aposto a minha mesada em como a senhora que escreveu isto fala como se tivesse uma mola a tapar-lhe o nariz.
2 - Que merda é esta, pah?!

Como disse no início desta minha mensagem, a Internet permite-nos, por este meio, expressar as nossas opiniões só porque sim, e torna-se até muito fácil enviar uma crítica directamente para a pessoa, mais ou menos mediática, mais ou menos famosa, e esfregá-la com gosto na cara, qual injúria! Agora expliquem-me só, como poderei eu entrar em contacto com uma pessoa a quem desejo ardentemente criticar, sendo que os seus disparates vêem a público como que encobertos no mais profundo dos anonimatos?
No seguimento, desculpo-me então à primeira pessoa que ler este e-mail, pois dificilmente será ela a autora da luxuosa secção "Viperina", a quem eu chamarei, "Autora do Mais Profundo Saber". E caso este extenso e rabuscado e-mail chegue a ser lido e compreendido na íntegra pela "Autora do Mais Profundo Saber", fica-lhe a seguinte mensagem:

«Minha Cara:

venho por este meio expressar a minha mais profunda admiração pela sua capacidade extrema de escrever linhas infinitas acerca de assuntos tão triviais e fúteis que nem merecem a honra de serem pensados, e aproveito para a avisar que o seu jeito de escrita sem classe disfarçado de "chique" quase consegue desafiar a inteligência de uma cria de chimpanzé. O meu reconhecimento!

Com os melhores cumprimentos,
o seu leitor nada assíduo que imitando a sua pessoa, não será dará ao trabalho de divulgar o nome.

P.S. ("post-script" para mim, "panachê e sardinha-curta" para si): Obviamente escrevi estas minhas frases com uma mola no nariz. Não quero jamais ficar-lhe atrás!»


Grato pelo tempo dedicado a esta leitura, e com os melhores cumprimentos,
o mesmo sujeito de cima.»


Aguardo impacientemente uma resposta, que não espero menos insultuosa que o e-mail que enviei. De qualquer forma, comprometo-me a públicá-la aqui, qualquer que seja o seu conteúdo.
E deixo o meu agradecimento os meus restantes colegas que, com as suas expressões me inspiraram a este e-mail, como deverão ter reparado ;)

Tudo de bom!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sem preocupações

Olá!

Pois é, já não dava sinais de vida há um tempinho valente. "Oh, não foi assim há tanto tempo" dizem vocês. Ao que eu respondo: "É relativo!". E é relativo porquê? Ora veja-se: 10 minutos podem não parecer nada numa vida inteira, assumindo que se fala de uma vida de 70/75 anos. Mas 10 minutos num exame já dá para fazer uma perguntinha que vai decidir a nossa passagem! "Ah e tal mas mesmo na vida de 70/75 anos 10 minutos podem ser muita coisa porque o que interessa não é a duração mas sim a intensidade dos momentos". Está bem, mas não me apetece falar disso!

Vinha aqui falar de algo que vivi recentemente. Gostava de já ter partilhado isto com os milhares e milhares de pessoas que, diariamente, visitam este blog, mas só agora é que acordei de um sonho de 11 dias, em que vivia num paraíso. Não vou descrever porque iria causar uma onda de inveja geral e não quero gerar conflitos, mas garanto-vos que foi, de facto, um paraíso aquilo que vivi nos últimos dias.. O meu caro Rhiakath d'Angoulême (e não fiz copy paste desta vez) que o diga.

Como estava a dizer, procuro partilhar algo convosco: a vida sem preocupações!

"Que horas são?"
"Quê que isso interessa?"
"Nada, tens razão!"

E não tínhamos horas para fazer nada, porque fazíamos quando nos apetecia (não se preocupem que não vou voltar a falar de pão com salsichas!). Todo o pequeno pormenor nos parecia indispensável, porque quando vivemos a vida sem preocupações e sem nada que nos atormente, conseguimos tirar melhor partido de tudo aquilo que nos rodeia. Repare-se:
à beira da piscina, tínhamos uma pequena sombra proporcionada por umas tábuas de madeira que eram cobertas por uma hera que terminava em forma de repa (ou franja). Quantas vezes não me sentei lá só a saborear aquela sombra e a vista magnífica que tínhamos para as montanhas e vales que nos cercavam e para o rio Douro que reflectia o Sol... Mas só me foi possível fazê-lo porque não tinha nada que me preocupasse (e porque o Zé me convidou para ir para casa dele de férias xD). Se estivesse angustiado, preocupado, ou com algo para fazer (por exemplo estudar para exames) não o faria porque mesmo que não estivesse ocupado a resolver o problema, não iria saber aproveitar convenientemente o tempo...
Levantava-me, normalmente, por volta das 16h, mas, mesmo assim, o dia parecia-me maior do que nunca! Não me preocupava por me levantar "tarde" (outra vez pão com salsichas?)! O Sol até se punha mais tarde e tudo, para eu aproveitar o dia (ninguém me tira da cabeça que foi um bónus por viver sem preocupação).

Onde é que eu quero chegar com isto? Viver sem preocupações só vai fazer com que consigamos aproveitar melhor os nossos dias e todas as actividades que normalmente realizamos sem lhes atribuir o devido valor. Sentar-me à sombra seria algo completamente normal num dia comum do dia-a-dia actual. Mas sentar-me à sombra sem preocupações, podendo aproveitar para apreciar e saborear o mais pequeno pormenor que daí advém, já é algo que não se faz todos os dias.

Sei que seria um texto completamente utópico se a sua moral fosse: "Ah e tal vivam sem preocupações". Pois então que seja: "Vivam sem preocupações". Não digo que não se preocupem, mas vivam sem se preocupar; já nos basta quando temos mesmo problemas com os quais temos que nos preocupar e aplicar para resolver, para vivermos constantemente em busca de algo que nos tire a paz. Parece-me que o ser humano tem mesmo esta capacidade, a de atrair preocupações ("Ah estou tão feliz agora.... mas não sei, acho que isto não vai durar para sempre.. se calhar algo corre mal e eu não sei.... Oh, agora vou ficar a pensar nisto... Que merda, estou preocupado!").

Pensem nisso, mas sem se preocuparem.

Deixo-vos isto ao som de Bob McFerrin - Don't Worry Be Happy...

Pode ser que para a próxima venha falar de dinheiro, ao som de Money dos Pink Floyd xD

PS: Para quem não percebia até agora, acho que acabei de tornar um pouco mais clara a troca de "Yes!" que se vê frequentemente entre os "postadores" deste blog!

Os melhores cumprimentos!