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sábado, 24 de julho de 2010

Chatos e Condescendências

24/07/10
Regressei a casa depois de uma semana do melhor que há na "Paradise Villa Of Melres" e, depois de me tostar todo, depois de me molhar todo, depois de me grizar todo, etc, ainda me lembro de algo que ocupou (e muito) o meu tempo durante esta super-semana - o Exmo. Colega de vocabulário tanto visionário como entediante Valter Felismino a usucrinar-me a cabeça para fazer um post aqui neste blog! Agora que já cheguei ao Porto, porque não fazer a vontade ao rapaz? Pelo menos parará de me chatear durante o tempo suficiente para deixar um gajo marinar a cabeça em tranquilidade... Cumpra-se isso e amanhã estaremos mais próximos da paz mundial!

Tentando ser tendencioso, pus-me ontem a contemplar um pedaço de gelatina, porque aparentemente os presados amigos, colegas e irmãos deste blog parecem, não sei como, extrair significados fluidos e dignos de uma leitura à la Joaquim Coimbra a partir de milagres culinários, como uma pizza e pão com salsichas, e neles contemplar temas tão contextualmente desinteressantes que acabam por ser interessantes (porque neles o sentido existe, só que ele não interessa para nada). Conclusão, a gelatina estava mesmo boa, mas não serviu os propósitos criativos que se esperavam... Vocês não sabem, mas por esta altura nem tenho título, só porque ainda não sei do que falar... É aqui que se começa a vacilar, porque o problema nisto tudo é que nem sei do que vou falar, porque isto é apenas um forma de me livrar de um constante recurso à audição e à paciência quando ouço: "Hey, oh Gil, podias escrever alguma coisa para o blog!"... Acreditem, consegue chatear! Chateia muito mais por eu ter a noção que estou a ser manipulado, consciente ou inconscientemente, de uma maneira mesmo manhosa. É que, se virmos bem, eu só estou aqui hoje e agora só porque quero me livrar de futuros constrangimentos provinientes de frequentes solicitações para vir cá escrever e consequentemente atingir a paz de espírito, ou seja criou-se em mim a necessidade de escrever, não porque tive um brainstorm fixe para postar aqui, mas porque fui vítima de uma chantagem implicita. Parece que chatear as pessoas consegue ser uma estratégia fixe para conseguir o que queremos... E ainda por cima as pessoas não fazem isso porque nós querermos, elas fazem isso porque nós as fizemos querer fazer isso, ou seja a motivação extrínsica passa a intrínsica --> aqui está a prova que ainda devia de ter mais uns dias de férias antes de escrever! O resultado de toda esta realidade, presente nesta tentativa de resgatar o merecido descanso e preservar a minha paciência, acaba por ser a vontade de dizer: Valter meu filho da p***!! Que chato da piça!
...
Mas no final de contas acabei por escrever e até me diverti a fazê-lo! É essa a verdade!


Moral da história:
-Afinal a gelatina é tão fiável catalisador de estupidez como pães com salsicha e pizzas;
-Férias são a melhor cena de sempre porque nelas qualquer coisa faz parte de um paraíso qualquer;
-Quando quiserem algo de alguém chateiem essa pessoa, porque ou vos mandam sempre dar uma volta ou fazem aquilo que vocês querem que seja feito, logo não se perde nada;
-Quando quiserem algo de vocês próprios, mas dá aquela preguiçazita, deixem-se chatear!;
-O Valter é um ... um ... ... ... Gusfraba! Gusfraba! Eu amo você Valter Antero, mas vai para o c******! =D

PS.: Desculpem a falta de conteúdo... A culpa é do Valter! =X